23 Junho 2008

Acabei de ler a noticia sobre o discurso de MFL no encerramento do Congresso do PSD.

Não posso estar mais de acordo.

Significa esta simplificação proposta que os impostos devem incidir sobre os rendimentos? Vamos deixar de ser tributados pelo 'investimento' (i.e. o património)? E nos impostos indirectos vamos pagar só sobre o consumo ou haverá outros?.

Quanto ao SNS aponta-se um novo sistema de financiamento por que tipo de impostos? A utilização dos serviços terá em conta os rendimentos das pessoas? Quais? Como se verifica? É para aplicar o principio do utilizador/pagador? Como é garantida a solidariedade? Etc...

A distribuição da riqueza será feita de outra forma? Como? Em que percentagem? Como baixamos os gastos com o Estado e o seu funcionamento por forma a redistribuirmos melhor? Vamos criar mais riqueza? As empresas, por um passe de mágica, vão ser mais eficientes? Quanto tempo mais vamos demorar a ter empresas mais ricas? Como é que a Sociedade (há quem goste de chamar Governo) pode ajudar?.

O problema é que não dizendo como se faz deixa-se a liberdade de pensar tudo o que se quiser, e este é o 'drama' dos politicos. Nunca dizem qual a realidade, que alternativas,  qual a decisão tomada, que motivo para tal, que objectivos prosseguir, com que acções, que resultados se esperam e qual a forma de os medir.

Enquanto não passarmos de palavras actos, continuaremos na mesma.

O principio, para quem dar uma imagem diferente da politica, não é o melhor. Vamos ver o que o futuro nos reservou.

 

 

publicado por RPF às 07:51

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