09 Fevereiro 2009

Uma das vantagens de não ser um especialista, neste caso em macro economia, e não se passar de um leigo tem a vantagem de pudermos equacionar os problemas de forma diferente e com outro ângulo de visão. Também tem a desvantagem de sermos 'ignorados' na análise que fazemos.

Eu continuo a achar que uma empresa existe porque tem com finalidade fornecer produtos e serviços que são úteis à sociedade e em que as pessoas, famílias e outras empresas reconhecem valor e estão dispostas a trocar dinheiro por esses bens, assegurando a prosperidade da empresa, dos seus accionistas, fornecedores e trabalhadores.

Sei que é uma definição simplista e não abrangente, mas é a minha.

Esta visão da empresa leva á conclusão de que quando os produtos ou serviços que fornece à sociedade lhe deixem de ser úteis, então a razão da sua existência esgotou-se. Só a adaptação continua às alterações na sociedade pode garantir a sua continuidade.

Desta forma vejo a economia como um ciência social, porque as relações que atrás referimos são relações sociais, muito dependente dos indivíduos e famílias (dos seus processos de tomada de decisões)  e com um elevado grau de incerteza associado, nas decisões, previsões (concorrência, produtos substitutos, etc...) e planeamento que faz.

É este mecanismo que faz a riqueza e a queda das empresas (as relações sociais e os comportamentos dos indivíduos e famílias) e não as politicas ou os governos.

Este artigo da Fundación Burke, escrito por Michael Miller,  e que pode ser lido aqui retrata muito bem os fundamentos da crise (na sociedade e nos indidiuos e seus valores) actual bem como releva a continuidade da economia de mercado.

publicado por RPF às 09:57

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