09 Março 2009

Hoje vivemos o drama da situação que fomos criando no passado.

O valor primordial de uma casa é o seu valor de uso.

Nos últimos anos privilegiámos o valor de posse, isto é, parece que o importante é ser proprietário porque a valorização das casas era imensa e desmesurada face à oferta.

Vejamos algumas conclusões da tese de Mestrado de Fátima Moreira, "O Envelhecimento da População e o Seu Impacto na Habitação - Prospectiva até 2050", do Instituto Superior de Estatística e Gestão de Informática da Universidade Nova de Lisboa:

 

"O parque habitacional português tornou-se um parque de proprietários com encargos, tendo-se generalizado o acesso à habitação própria. O país e os portugueses parecem, assim, ter concentrado grande parte dos seus recursos financeiros em investimento especulativo, adquirindo novos fogos que demasiadas vezes ficam sem uso, à espera de mais-valias.

... Este parque habitacional é relativamente abundante, quando comparado com o número de habitantes. Se fosse inteiramente habitado, cada alojamento não albergaria mais que duas pessoas sob o mesmo tecto.

... o número de habitações praticamente duplicou nas últimas três décadas, colocando Portugal no segundo lugar com maior rácio de habitação por agregado familiar da União Europeia.

... Supondo que a parte das residências principais e dos alojamentos vagos no parque de alojamentos permanecerá estável, podemos afirmar com alguma certeza que se manterá o excedente habitacional em Portugal.

 

Ficámos esclarecidos sobre o facto da intervenção do estado ter sido perniciosa e conducente à situação actual, especialmente através da intervenção no mercado de arrendamento e na politica fiscal, para quem adquirisse casa própria.

E agora vamos demorar tempo a adaptarmo-nos e actualmente existem famílias em que a sua divida ao banco é maior do que o valor de mercado da sua casa.

 

 

 

publicado por RPF às 09:31

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