21 Março 2009

Eu leio muito mais prosa do que poesia e tenho alguns poetas que regularmente 'frequento'.

E para terminar nada melhor que um poema 'curtinho'.

 

 

 

Fim

 

Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

 

Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
Eu quero por força ir de burro

 

Mário de Sá-Carneiro (1890-1916)

publicado por RPF às 19:56

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