28 Abril 2009

O debate sobre a crise, em Portugal e no mundo, tem sido centrado na macroeconomia.

Todas as propostas que têm sido apresentadas fazem apelo à macroeconomia e aos seus indicadores.

Ao ouvir estes debates e criticas fico com a sensação, quase a certeza, de a solução dos problemas passa pela planificação e centralização da economia (macroeconomia) e não pelas empresas (micro economia).

Desta forma parece que não precisamos de fazer nada porque o governo, seja ele qual for, tratará do assunto.

Esta não é a posição que nos faça ter determinação, empenho e trabalho para ultrapassar esta crise.

É óbvio que existem problemas de macroeconomia mas é a micro economia que tem de nos fazer sair da crise, são as empresas e as pessoas que têm de ter esse trabalho.

E os maiores problemas estão na micro economia, e não é só o injectar dinheiro, mas essencialmente melhorar as qualificações dos trabalhadores e dos gestores, uma nova organização empresarial e produzir mais valor.

Há sectores que não vão ter o mesmo numero de trabalhadores e o mesmo nível de produção do passado mesmo com a recuperação económica pelo que há que criar novos empregos em novos sectores que se irão desenvolver.

Em conclusão a recuperação terá de sair da micro economia e é aqui que se devem fazer as grandes apostas e o debate sobre a macroeconomia não está a ajudar a centrarmo-nos no fulcro do problema.

 

publicado por RPF às 16:17

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