14 Maio 2009

Não é a 1.ª vez que abordo este tema. Já no passado, aqui, apontei a ausência de uma mercado de arrendamento (legislação sobre o arrendamento urbano) como obstaculizador da mobilidade e o tipo de ensino das nossas Universidades, escolático e presencial (favorecendo a aula e a 'presencialidade' da aprendizagem em detrimento da pesquisa e apoio ao aluno) como o 'motor' primordial da deslocalização de futuros quadros e responsável pela 'desertificação' do interior.

Hoje vou novamente abordar a temática do mercado de arrendamento e do seu impacto na falta de mobilidade e impacto no emprego.

O Carlos Santos no seu post aborda também este tema e releva alguns dos aspectos que levam à formação da decisão sobre a mobilidade, centrando a sua argumentação, por sinal muito inteligente, nos problemas e inércias derivadas nas raizes familiares (falta de emprego para o conjuge, escola dos filhos, etc) e sociais (laços relacionais estabelecidos - seja com o espaço seja com as pesoas -, etc.).

E tem toda a razão ao relevar estes aspectos mas não são os unicos. Os factores económicos ligados à aquisição da habitação própria (dificuldade de vender para adquirir outra, ou incapacidade de suportar dois custos) também são preponderantes.Isto é a mobilidade é afectada por factores económicos, familiares e sociais.

E como chapéu a tudo isto temos "o modo de pensar e de agir" (cultura social?) que influencia as decisões pessoais em todos os aspectos, não fugindo a economia a esta influência, daí o ser tão imprevisivel.

Mas vamos aquilo que podemos considerar básico. Qual a finalidade de uma habitação?

A necessidade de cada um de nós, individuo ou familia, dispôr de um espaço que lhe permita estar a coberto das alterações ambientais e usufruir dos seus tempos de lazer.

É de grande simplicidade mas é o motivo pelo qual necessitamos de uma habitação. Isto é o importante, o uso da infraestrutura e não a sua posse (essa foi incentivada pelo Estado quando promoveu incentivos fiscais, para tal) - como já abordado neste post.

Sendo o seu uso, ela deve ser capaz de se adaptar às condições económicas, sociais e familiares que vão evoluindo ao longo da vida - viver sózinho, em comum, com filhos, e novamente sem filhos, e/ou novamente só, ascenção e queda social e/ou económica e acima de tudo à alteração da localização levado por motivos familiares ou económicos.

Esta é a realidade social que vivemos, e nos paises mais evoluidos, e que melhor compreenderam estas alterações sociais, a 'moda' não é a aquisição de habitação mas sim o arrendamento, por ser a resposta mais adequada aos tempos e à sociedade que vivemos.

A decisão de uma empresa de abrir tem muito a ver com a logistica das matérias primas,, a logistica de transporte, tecnologia existente e capacidade e aptidão da mão de obra disponivel. A falta de capacidade de mobilidade da mão de obra é o inibidor da 'decisão mais eficaz e eficiente' e tal tem sido aperreada pela ausência de um mercado de arrendamento.

É compreensivel e de justiça social a preocupação de Carlos Santos sobre quem não tem possibilidades de pagar as novas rendas, que o mercado colocará, mas esse aspecto é algo que deverá ser a sociedade a custear, caso pretenda apoiar, por assumir  e não os proprietários.

Este tema não se esgota e haverá muito mais a debater e ideias a confrontar mas que o efeito e o resulatdo da ausência de mercado de arrendamento e a aquisição de habitação própria tem sido o 'empobrecimento' das pessoas, quando há uma alteração das condições económicas, familiares e sociais, e a 'fixação' das pessoas que leva à criação de 'bolhas' de desempregos nos arrebaldes das grandes cidades.

Voltaremos a este tema focando os outros aspectos : degradação das habitações por descapilatização dos proprietários, contratos equlibrados entre as partes, etc...

 

publicado por RPF às 14:40

14 Maio 2009

Nos últimos tempos, e após o término da guerra, Angola tem vindo a ser olhado, por muitas empresas e cidadãos individuais  portugueses, como 'o caminho do futuro'.

Será a sim? Talvez sim ou talvez não.

Este relatório da FRIDE (Fundación para las Relaciones Internacionales y el Diálogo Exterior) mostra o que tem sido o caminho de Angola, desde 'um Estado falido' até ao 'êxito' actual.

Não percamos, pois, de vista Angola bem como as potencialidades que pode colocar às exportações portuguesas.

publicado por RPF às 10:46

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