17 Dezembro 2009

Sempre que oiço falar em regionalização, e agora começa novamente a ouvir-se mesmo daqueles que foram manifestamente contra no passado, parece-me sempre que se fala em acrescentar mais um patamar administrativo ao edificio existente.

O que não poderá ser manifestamente assim porque fazer a regionalização deve ser alterar o modelo administrativo que ao longo de séculos temos seguido (as alterações na década de 1850 só levaram à eliminação de concelhos, e tudo deve estar em causa, os concelhos e as juntas de freguesia.

Será que um concelho com 3.000 habitantes é viável nos tempos actuais? Deverá ter uma dimensão de 50.000 habitantes ou outra? E as freguesias devem ter uma dimensão minima? Em todos os concelhos ou só naqueles cuja dimensão seja 200.000? Etc...

Se não for isto a ser colocado 'em cima da mesa' então talvez não valha a pena regionalizar.

publicado por RPF às 10:25

16 Dezembro 2009

Os agricultores referem que os preços que lhes são pagos pelos produtos agrícolas não têm nenhuma relação com os preços que são pagos pelos consumidores finais no comércio.

Essa é também a vox populi : os intermediários, que nada produzem, ficam com os lucros que deveriam estar nos produtores. É uma exploração dos produtores e dos consumidores.

Mas será bem assim?

Será que se a distribuição não existisse e o produtor tivesse que ir 'de porta em porta' à procura das necessidades dos clientes e vender o produto, conseguiria melhores preços e teria custos mais baixos? E se tivesse que esperar que os clientes fossem à sua produção para adquirir os produtos de que necessitavam, o produtor conseguiria melhor preço? e o consumidor?

Talvez ambos piorassem.

A distribuição é indispensável como agregadora da oferta e 'ponto de encontro' entre quem tem o produto para vender e quem tem a necessidade desse produto diminuindo o custo da oferta e o custo da procura.

Este artigo, "Señores agricultores: no culpen a los intermediarios", de Juan Ramón Rallo , publicado na LiberdadDigital, mostra este tema com clareza, controverso mas claro.

publicado por RPF às 11:34

15 Dezembro 2009

Qualquer destes países tem muito a ver connosco porque está na mesma posição de deficit elevado e divida externa perto do valor da riqueza produzida.

Para resolver o problema, apesar dos pontos de partida serem diferentes, qualquer deles adoptou medidas diferentes:

- A Irlanda um brutal corte nos gastos públicos (diminuição dos salários dos funcionários públicos, aumento das taxas para utilização de serviços públicos, etc...)

- A Grécia seguiu uma caminho diferente que pode levar a um aumento, no futuro, das despesas publicas.

A situação de Portugal é idêntica e ainda por cima estamos a pagar pelos casos Irlandês e Grego.

Que soluções iremos adoptar? Como vamos criar condições para melhorar no futuro?

Há dois caminhos, o que nos pede 'sacrifícios agora pelo 'esbanjamento' que fizemos até aqui e aquele que preconiza que 'quem vier a seguir resolva o problema porque temos direitos adquiridos'.

Vamos pelo caminho da Irlanda ou da Grécia?

publicado por RPF às 11:56

14 Dezembro 2009

Nunca pensei ver, e ler como neste artigo, Paul Krugman defender que o Estado deve criar postos de trabalho (funcionários públicos no modelo de relação laboral como os actuais????) para assegurar o 'pleno emprego'.

Há sempre um dia em que somos surpreendidos totalmente.

publicado por RPF às 11:56

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