05 Julho 2008

O maior problema sentido pelas pessoas, actualmente, são os encargos com a compra de casa.

Numa certa fase passou a ideia de que estar a pagar uma renda de casa, que nunca era da pessoa, era um gasto desnecessário quando se podia adquirir uma.

Parecia perfeitamente lógico porque a valorização estava sempre a aumentar (a procura excedia a capacidade de oferta) e as taxas de juros eram baixas.

No entanto alguém se esqueceu de informar as pessoas, também elas não foram à procura da informação necessária para decidir, de que:

- as taxas de juros podiam ser alteradas nos 30 anos futuros (prazo para pagar uma casa)

- a oferta, com o ritmo de construção, podia vir a ser maior do que procura (no período de pagamento da casa) e o valor final (valor residual) podia não ser o que se estava à espera.

Isto é, o investimento e a sua rentabilização era um risco, como ainda é.

Por outro lado os imóveis têm custos de manutenção e conservação que não eram calculados no momento da decisão, bem como o facto de que ao comprar uma casa se fica 'amarrado' ao lugar (e simultaneamente ao emprego de proximidade) durante o período de compra.

E agora como, em que a valorização já não acontece e a facilidade de venda não existe, é que é possível 'dar a volta ao texto'?

Pois também não sei, mas todos estamos  a aprender da forma mais dura.

 Há no entanto uma coisa que sei, e que contraria o espírito habitual dos portugueses, é que a decisão foi individual e que culpabilizar outros não é a forma de resolver o problema.

 

 

publicado por RPF às 10:41

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