11 Agosto 2009

Estive a reler um ensaio escrito por Natália Correia, em 1974, e intitulado 'Uma Estátua para Herodes' que foi um livro que comprei há muitos anos, creio que em 76 ou 77, após a ter visto, e ouvido, uma noite no Botequim, levado pelo meu amigo José Manuel dos Santos.

Por isso, e por me ter novamente recordado dela, lembrei-me deste poema, bem mais recente:

 

Já que o coito - diz Morgado -
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração! -
uma vez. E se a função
faz o órgão - diz o ditado -
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.

 

curto e incisivo na resposta ao deputado do CDS João Morgado.

 

publicado por RPF às 09:08

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