01 Setembro 2008

Há, para mim, uma situação que manifesta pouca 'inteligência'.

A cobrança dos serviços prestados pelas autarquias é o facto mais relevante nesta situação.

Vamos dar uma exemplo para ser mais simples de mostrar a situação.

Tinha um recibo da água em que a data limite de pagamento era o dia 30 de Agosto. Infelizmente, a minha mulher, que tem a responsabilidade de liquidar este tipo de contas nem se lembrou (cada um dos prestadores de serviços coloca as datas que mais lhe convêm) pelo que no dia 31 de Agosto foi fazer um leque de pagamentos (PT, EDP, Água, etc...).

Consegui fazer os pagamentos de serviços das empresas privadas mas no serviço publico não foi capaz porque o sistema já não lho permitiu. Assim amanhã tenho de ir a Castro Marim, à Câmara, efectuar essa liquidação.

Ora aqui é que está o busílis da questão. Castro Marim, como a grande maioria das autarquias do Algarve presta serviços a cidadãos que não residem no concelho (não é o meu caso) e que não podem regularmente deslocar-se à Câmara para liquidar qualquer divida por incapacidade física, de deslocação, para já não falar do prejuízo para as empresas em que trabalham e para a economia do país o ter que tratar dos assuntos presencialmente.

Aqui, e nestes casos para além de muitos outros, fica patente os 'custos' de uma administração publica ineficaz.

E porque utilizei, para este caso, o termo ineficaz?.

Porque o importante é receber o dinheiro em divida, independentemente do momento em que se recebe (óbviamente que quando mais cedo melhor), como qualquer empresa privada já entendeu, simplificar e diversificar os meios para que tal aconteça e se houver multas ou juros a cobrar serão facturados na próxima emissão.

AH? os sistemas de informação não o possibilitam. É uma argumento muito utilizado mas, podemos utilizar em termos dos pagamentos multibanco, duas referência, dentro fora do prazo, adaptando os sistemas para os interpretar e facturando os adicionais sempre que tal se justifique.

A lógica é a de serviços aos munícipes (ou proprietários) e não de mostrar o 'poder' da sociedade, neste caso dos seus representantes, face ao individuo.

Temos de acabar com frase 'Venha cá' para a resolução de dificuldades no relacionamento entre os poderes sociais instituídos e cada um de nós.

 

publicado por RPF às 08:58

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