30 Dezembro 2008

Muitas vezes penso, o que faz as desigualdades e como se podem corrigir?.

Vamos tomar como exemplo uma pequena empresa com 6 empregados e um gerente: 2 deles têm um vencimento de 550 €, 3 têm 800 €, 1 tem 1.500 € e o gerente recebe 2.500 €. (estamos a falar de vencimentos brutos sem subsídios de alimentação nem prémios de produtividade??? se os houver).

 

O custo do trabalho, parte da taxa social única (23,75% para o empregador), assegurada pela empresa é de cerca de 25.000 € (1.785 € x 14 meses). O diferencial de 'desigualdade' entre quem mais recebe e quem menos recebe é de 4.55 vezes.

Ora vamos lá ver : se fizerem uma 'continha' verificam que o valor médio dos salários é de 1.070 €. Significa isto que a empresa, para o mesmo valor de custo do emprego, poderia pagar da seguinte forma : aos 2 trabalhadores 800 € (em vez de 550 €), aos 3 trabalhadores 950 € (em vez de 800 €), a 1 trabalhador 1.200 € (em vez de 1.500 €) e ao gerente 1.850 € (em vez de 2.500 €), diminuindo assim a desigualdade para 2.06 vezes.

A minha pergunta é : Porque não o faz?

Vamos deixar as várias opções de resposta a esta pergunta, bem como soluções possíveis, para um próximo post.

 

 

publicado por RPF às 17:00

30 Dezembro 2008

Parece que a crise está a afectar as vendas esperadas para este Natal e Passagem de Ano.

Está fora de questão que vamos ter uma crise económica, após a financeira, e da qual já se começam a ver alguns factores : mais dificuldade em aceder ao crédito por um maior rigor na análise de risco, algumas empresas a reduzir a sua produção (seria excedentária?), previsível aumento do desemprego, etc.

Mas, vamos lá a ver se percebi, há algum tempo atrás (poucos meses) o que estava a estrangular os portugueses era : taxa de juros para empréstimo à habitação, combustíveis com preços elevados e inflação em alta.

Neste momento temos o seguinte cenário : a EURIBOR a descer significativamente (mensalidades do empréstimo à habitação, mais barato), os combustíveis a descer de forma sistemática, inflação em queda, etc.....

Tudo isto significa mais dinheiro no bolso das pessoas pelo que não entendo esta retracção no consumo, neste momento. Será que as poupanças estão a aumentar ao mesmo ritmo da quebra do consumo?

Deste modo não percebi onde é que está crise, HOJE?

Será que é algo que existe porque se fala continuamente nisso, apesar os indícios que apontam que ainda não chegou, em força?

Ou somos nós que gostamos de nos martirizar antes de agir?

Alguém me pode explicar?.

 

publicado por RPF às 09:02

29 Outubro 2008

Devemos desvalorizar a desigualdade existente na partilha da riqueza?

Pessoalmente penso que não, até porque quanto menor for a desigualdade nos rendimentos menos necessidade há de efectuar a sua redistribuição, em dinheiro, podendo o Estado centrar-se na melhoria dos serviços públicos e, eventualmente, reduzir os impostos.

Após a divulgação dos dados, pela OCDE, sobre as desigualdades nos rendimentos existentes nos vários Países e em que é apontada, vi agora este artigo, de Freek Vermeulen, que refere um estudo de Matt Bloom que efectuou um estudo sobre o desempenho individual e colectivo, nas equipas de basebal, comparativamente com as desigualdades de remuneração dos jogadores.

Concluiu que quanto maior a desigualdade menor é o desempenho individual e da equipa o que pode apontar para que a diferença de remuneração seja um factor de desmotivação em vez de motivação.

Poderemos extrapolar para uma empresa, estas conclusões?.

Se sim então já temos uma via para melhorar o desempenho das nossas empresas : 'diminuir o fosso das remunerações mantendo a massa salarial'.

É possível? SIM.

 

 

 

 

publicado por RPF às 06:03

28 Outubro 2008

Mais importante do que estar a discutir o factor de Grini e qual o seu significado, devemos olhar para as alterações de pobreza apontadas e quais as medidas propostas.

Porque é que o gap entre ricos e pobres se agravou?:

- Wages have been improving for those people who were already well paid.
- Employment rates have been dropping among less-educated people.
- Tthere are more single-adult and single-family households.

Quem são os mais afectados?

- Since 1980, poverty among the elderly has fallen in OECD countries.
- By contrast, poverty among young adults and families with children has increased.
- On average, one child out of every eight living in an OECD country in 2005 was living in poverty.

O que é que isto significa para as futuras gerações?

- Children living in countries where there is large gap between rich and poor are less likely to improve on the education and income attainments of their parents than children living in countries with low income inequality.
- Countries like Denmark and Australia have higher social mobility, while the United States, United Kingdom and Italy have lower mobility.

O que pode ser feito?
- Education policies should aim to equip people with the skills they need in today’s labour market.
- Active employment policies are needed to help unemployed people find work.
- Access to paid employment is key to reducing the risk of poverty, but getting a job does not necessarily mean you are in the clear. Growing Unequal? found that over half of all households in poverty have at least some income from work.
- Welfare-in-work policies can help hard-pressed working families to have a decent standard of living by supplementing their incomes.

Parece que nestes últimos anos a situação se modificou em especial pelas alterações sociais acontecidas.

Estamos nós a prepararmo-nos para responder a esta nova situação?

Em alguns aspectos penso que sim, em especial no que se refere à educação que pode vir a dar mais empregabilidade, noutros aspectos tenho duvidas, em particular nas politicas para a juventude e para quem vive só.

 

publicado por RPF às 07:23

mais sobre mim

ver perfil

3 seguidores

pesquisar
 
Abril 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
16
17

18
19
20
21
22
23
24

26
27
28
29
30