24 Março 2010

Os dados do desemprego em 2009 mostram bem as desigualdades existentes no País, e pouco o que está a ser feito para as diminuir-.

As desigualdades económicas radicam,-se na escolaridade e formação profissional que nos faz querer competir com a mão de obra barata da China,. Índia ou África.

É aqui, na qualificação do mercado de trabalho, que se pode fazer a diferença e não na igualização , retirando a quem mais evolui para dar a quem não se esforçou.

Dos cerca de 530.000 desempregados em 2009, cerca de 73% têm o ensino básico ou nenhuma formação (dados recolhidos no PORDATA).

Este é o problema primordial e fundamental para resolver.

Impulsionar os que menos qualificações têm para a melhorar em vez do assistencialismo que acaba por contradizer a célebre MERITOCRACIA que tanto queremos.

publicado por RPF às 09:44

11 Março 2010

Tenho assistido nos últimos dias, nos poucos momentos em que consegui ver televisão, a um discurso dos dirigentes sindicais muito centrado no confronto e em interesses divergentes entre os trabalhadores e os empresários (patrões).
Parece-me desajustado aos tempos actuais onde os interesses são convergentes, O SUCESSO DA EMPRESA.
Este é o interesse fundamental que deve promover o desenvolvimento da empresa e de todos que lá desempenham a sua actividade.
O empenho na prossecução deste objectivo é o que salvaguarda a sobrevivência das empresas.

publicado por RPF às 10:26

17 Fevereiro 2010

Agora que terminou a época carnavalesca também, por coincidência, conclui a leitura de "Como sair da crise - Algarve e Alentejo" da autoria de Jack Soifer.

É um livro escrito por um estrangeiro originalmente em português, não um livro escrito na língua mãe e depois traduzido por lutem, e isso nota-se.

Mas não se perde nada, antes pelo contrário, porque assim a escrita sai mais naturalmente e os pensamentos e ideias apresentados parece que têm mais "força".

É um livro prático em que o autor não teoriza sobre a economia destas regiões mas, com argumentos simples, mostra as suas potencialidades económicas pouco, ou nada, exploradas.

Reforça que o desenvolvimento económico futuro deve ser suportado nas PME's, naquelas que tenham o foco nos clientes, desenvolvam capacidades estratégicas e de internacionalização, estabeleçam relações fortes com os clientes, fornecedores e concorrentes  e sejam capazes de potenciar as capacidades individuais e colectivas.

Às associações deixa a responsabilidade de desenvolverem e integrarem as incapacidades das empresas associadas; central de exportação, distribuição, marca, etc..

Mas essencialmente diz-nos, em cada página, que NÕS PODEMOS se FIZERMOS e não ficarmos à espera.

Um livro INSPIRADOR e que vale a pena ler (creio que está a venda na FNAC - Centro Comercial da Guia).

publicado por RPF às 10:11

05 Fevereiro 2010

Ao ler o livro 'Como sair da crise – Alentejo e Algarve' de Jack Soifer, fui alertado por uma frase da autoria de Eduardo Rath Fingerl : “Os activos importantes para a geração de valor, hoje não estão no balanço “.
Uma mais cuidada análise à frase diz-nos que existe uma discrepância, cada vez mais profunda, entre os balanços das empresas e a sua capacidade de virem a ter sucesso no futuro.
Ora o balanço e a demonstração de resultados, os dois grandes instrumentos de análise de uma empresa, mostram-nos o passado suportado nas transacções de bens/serviços que realizaram (sejam receitas, despesas, património tangível, stocks, dividas a fornecedores e de capital, reservas, etc...) e não vai para além disso.
Se no passado a criação de valor era conseguida por recursos naturais, mão de obra e capital intensivo, na actual economia os aspectos relacionados com o conhecimento, inovação, processos de gestão e redes de relacionamento são os que mais valor transmitem aos produtos/serviços.
Actualmente as capacidades de crescimento e futuro de uma empresa são mais aspectos intangíveis : qualificação e motivação dos recursos humanos, criação de parcerias com clientes/fornecedores/universidades, gestão, 'valor' dos clientes, tecnologias, relacionamento com clientes e fornecedores, etc.
Estes dados não constam dos balanços nem das demonstrações de resultados, apesar de serem os mais importantes influenciadores dos resultados, actuais e futuros.
Será que no futuro vamos ter um balanço que consiga integrar ;  o que nos mostra o passado, as transacções financeiras efectuadas e os bens tangíveis existentes ao mesmo tempo que identifica e analisa o 'capital intangível' e que mostre as perspectivas de crescimento da empresa através da análise das suas capacidades individuais, colectivas, de relacionamento e estratégicas
Muito provavelmente teríamos uma visão diferente de cada empresa, daquela que temos actualmente.

publicado por RPF às 10:41

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