14 Abril 2010

... que o País não quer dar às capacidades individuais das pessoas que conseguem fazer realçar e potenciar as capacidades colectivas de uma organização como se comprova nesta noticia, Bava e Mexia eleitos os melhores CEO europeus nas telecom e energia, do Jornal de Negócios.

O reconhecimento tem de ser feito do exterior porque cá dentro a única preocupação parece ser o que ganham como contrapartida pelo trabalho que fazem e os resultados, que individual e colectivamente, recebem.

Falta de cultura de avaliação e de prémio ao mérito.

Pois é este o povo que somos.

publicado por RPF às 14:02

07 Abril 2010

 

Nestes dias da Páscoa, que passei fora do Algarve, aproveitei para reler os Diários de Miguel Torga.

 

Fixei uma frase que, apesar de ter sido escrita tendo como tema as eleições de 1975, ilustra bem o modo como, nós portugueses, lidamos com o sucesso e com o insucesso:

 

"... Não sabemos perder nem ganhar. Se perdemos, odiamos o vencedor, e fazemos tudo para lhe tirar da cabeça a coroa de louros; se ganhamos, ninguém nos atura, porque falseamos a dimensão da vitória, na expressão empolada do triunfalismo"

 

Vale a pena pensar sobre o que Miguel Torga diz.

 

 



publicado por RPF às 09:58

06 Abril 2010

 

Após este período de ferias que a Páscoa nos trouxe, regressei ontem à noite com vontade de voltar ao normal, em termos de escrita no blog.

 

Assim os temas que surgem na discussão publica ajudem à inspiração.

publicado por RPF às 10:34
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18 Março 2010

Recebi por mail de um amigo a história que abaixo transcrevo, não sabendo se é verdadeira ou não, mas sei que nos deve fazer pensar sobre o limite do igualitarismo para garantir o sucesso individual e colectivo.

 

"Um professor de economia na Universidade Texas Tech disse que ele nunca reprovou um só aluno antes mas tinha, uma vez, reprovado uma classe inteira.
Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo.'
O professor então disse, "Ok, vamos fazer um experimento socialista nesta classe.
Ao invés de dinheiro, usaremos suas notas em testes." 
Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e portanto seriam 'justas.' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém repetiria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia um A...
Depois que a média das primeiras provas foram tiradas, todos receberam Bs. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.
Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam do trem da alegria das notas. Portanto, agindo contra suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Como um resultado, a segunda média dos testes foi D.
Ninguém gostou.
Depois do terceiro teste, a média geral foi um F. 
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No final das contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da sala. Portanto, todos os alunos repetiram... Para sua total surpresa.
O professor explicou que o experimento socialista tinha falhado porque ele foi baseado no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foram seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual o experimento tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", ele disse, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.  
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável.
"

 

Fim da história, começo da reflexão....

publicado por RPF às 10:30
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