28 Janeiro 2010

Estive a dar uma vista de olhos 'por atravessado' no oe 2010, com os meus 'olhos de leigo' e da forma como qualquer português certamente o fará.
Como é compreensível ainda não tenho uma opinião formado sobre a sua globalidade, se é que alguma vez vou ter, mas irei pouco a pouco analisar com mais detalhe algumas das rubricas.
Em termos gerais é para mim uma desilusão. E Porquê?.
Certamente as minhas expectativas eram muito elevadas e estava à espera de um OE que projectasse o futuro e as responsabilidades que forem assumidas que impacto teriam no futuro.
Esperava ver a consolidação da despesa e uma diminuição 'visível' do deficit ao mesmo tempo que se desagravava, ou no mínimo se mantinha, a divida publica.
Ora como tal não acontece, fiquei desapontado.
Quero, no entanto, deixar aqui alguns números, comparando-os com 2008 (os dados de 2009 ainda são estimativas) :

                                           2008            2010        Variação

Receita total                       71.978         67.260         - 4.718
receita fiscal e contributiva   60.686        54.585         - 6.101
Despesa Total                      76.434        81.215        + 4.781
despesa corrente primária     67.102       70.274         + 3.172
despesa primária                  71.600       75.880         + 4.280
Investimento                         3.622         4.481            + 850
Divida Publica                     110.372     142.916       + 32.544
PIB Nominal                       166.436     167.367            + 931
(em milhões de Euro)

Temos pois um cenário de diminuição de receitas e aumento da despesa o que só pode levar a endividamento.
Que cada um, sobre estes valores macro, faça a sua análise sobre o caminho que estamos a seguir, que em minha opinião é : mais divida, mais divida, mais divida, ... mas ao menos 'vivemos à rica'.
Em posts posteriores voltarei ao tema do OE 2010 comentando, 'na minha qualidade de barbeiro', alguns dos aspectos que creio mais significativos.
NOTA : Coloquei o PIB por forma a que cada um possa fazer as suas contas sobre o peso de cada uma das rubricas na riqueza criada no País.
 


13 Janeiro 2010

O PEC (Pagamento Especial por Conta) foi introduzido para prevenir o facto de que a maioria das empresas não pagava IRC. por não apresentar lucros-

Hoje a situação é idêntica. Mais de 50% das empresas, em Portugal, não apresenta lucro e como tal não lhe é cobrado IRC.

E há, ainda. alguém que acredite que tal situação corresponde à realidade?-

Penso que não.

Agora volta a falar-se na extinção do PEC por não ser justo para as empresas que, não tendo lucro, não deveriam pagar impostos, e trata-se este assunto como se tivesse sido uma 'invenção e particularidade' portuguesa.

Ora não é bem assim.

Em Espanha, que gostamos de dar muitas vezes como exemplo em especial dos preços dos combustíveis, a situação é que todas as empresas pagam impostos : ou pelos lucros ou um valor fixo que é definido pelo volume de negócios (é quase um impostos de funcionamento) só que não se chama PEC.

Na próxima semana voltarei a este assunto com mais detalhe porque irei esclarecer a forma como esse imposto é cobrado e qual o mecanismo de controlo. Irei tirar as duvidas com um conhecido que está a abrir uma empresa em Espanha.

Também os custos com o trabalho (segurança social paga pelo empregador e empregado) virão ao de cima.

publicado por RPF às 10:36

22 Outubro 2009

... e é muito menos 'doloroso'.

Este longo artigo de Steven Malanga (Senior Editor do City Journal e Senior Fellow do Manhattan Institute, é o autor do livro "The New New Left") no City Journal, mostra o que pode ser feito para 'aniquilar' as PME's.

Para não repetirmos, também é necessário conhecer.

 

publicado por RPF às 11:07

28 Agosto 2009

Todos auferimos dos serviços do Estado sejam eles bons ou maus.

E auferimos deles da mesma forma independentemente da contribuição (impostos que pagamos) que prestamos. Significa isto que para um mesmo serviço uns pagam mais e outros pagam menos, i.e., para uns o serviço pode ter custado 1 € e para outros, o mesmo serviço, pode custar 500 €, apesar de ser o mesmo.

É assim que o nosso modelo de sociedade está 'montado'.

Via O insurgente descobri este post "Teoria Geral dos Impostos", no Novo Rumo.

Vale a pena ler e pensar sobre o tema.

publicado por RPF às 13:25

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