15 Abril 2010

"... Antecipar o futuro, procurar vê-lo com clareza  é o que pretende o politico que se sente em situação incómoda com o poder. Essa pretensão leva-o a não tomar posições claras sobre problemas imediatos, o que não deixa de suscitar contradições, inquietações e polémicas:  ser favorável à paz sem precisar até onde devem ir os poderes da Organização das Nações Unidas; preconizar o progresso da Europa sem delimitar com clareza as competências que deverão continuar a pertencer a cada País; libertar a economia das regras que a condicionam, sem diminuir os poderes do Estado; zelar por uma mais justa distribuição das riquezas produzidas e, ao mesmo tempo, fazer a apologia da livre contratação como o meio mais eficaz de gerir a sociedade; defender os direitos do homem, mas velar pelo respeito da segurança de todos; ; adaptar as leis à evolução dos costumes e das mentalidades, mas preservar os valores morais e a tradição."

Edouard Baladur, in "Maquiavel em Democracia".

publicado por RPF às 10:35

13 Abril 2010

Na Páscoa recebi de oferta ; "Maquiavel em Democracia" de Edouard Balladur.

Ainda não tinha tido oportunidade de começar a sua leitura por te dado iniciado já a de um outro.

Comecei ontem e apesar de só ter lido algumas das páginas iniciais, e o preâmbulo, fiquei com a ideia que fale a pena lê-lo.

Balladur foi 1º ministro de França entre 1993-95 e candidato derrotado à Presidência da Republica.

Neste livro pretende identificar as características especificas dos candidatos ao poder, quais os factores de sucesso e os de insucesso, bem como nos permite estabelecer comparações entre o perfil e atitudes desejáveis e a situação actual, em cada uma das nossas democracias.

A ler calmamente e  com muita atenção.

publicado por RPF às 10:15
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07 Abril 2010

 

Nestes dias da Páscoa, que passei fora do Algarve, aproveitei para reler os Diários de Miguel Torga.

 

Fixei uma frase que, apesar de ter sido escrita tendo como tema as eleições de 1975, ilustra bem o modo como, nós portugueses, lidamos com o sucesso e com o insucesso:

 

"... Não sabemos perder nem ganhar. Se perdemos, odiamos o vencedor, e fazemos tudo para lhe tirar da cabeça a coroa de louros; se ganhamos, ninguém nos atura, porque falseamos a dimensão da vitória, na expressão empolada do triunfalismo"

 

Vale a pena pensar sobre o que Miguel Torga diz.

 

 



publicado por RPF às 09:58

18 Novembro 2009

Terminei a leitura de 'Fúria Divina” de José Rodrigues dos Santos.
É um livro que se lê rapidamente e que vai criando o 'suspense' quando se avança na leitura, ao estilo que o autor já nos tinha habituado.
Recomendo a sua leitura nem que seja nas próximas férias.
 

publicado por RPF às 15:45
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