14 Abril 2010

... que o País não quer dar às capacidades individuais das pessoas que conseguem fazer realçar e potenciar as capacidades colectivas de uma organização como se comprova nesta noticia, Bava e Mexia eleitos os melhores CEO europeus nas telecom e energia, do Jornal de Negócios.

O reconhecimento tem de ser feito do exterior porque cá dentro a única preocupação parece ser o que ganham como contrapartida pelo trabalho que fazem e os resultados, que individual e colectivamente, recebem.

Falta de cultura de avaliação e de prémio ao mérito.

Pois é este o povo que somos.

publicado por RPF às 14:02

07 Abril 2010

 

Nestes dias da Páscoa, que passei fora do Algarve, aproveitei para reler os Diários de Miguel Torga.

 

Fixei uma frase que, apesar de ter sido escrita tendo como tema as eleições de 1975, ilustra bem o modo como, nós portugueses, lidamos com o sucesso e com o insucesso:

 

"... Não sabemos perder nem ganhar. Se perdemos, odiamos o vencedor, e fazemos tudo para lhe tirar da cabeça a coroa de louros; se ganhamos, ninguém nos atura, porque falseamos a dimensão da vitória, na expressão empolada do triunfalismo"

 

Vale a pena pensar sobre o que Miguel Torga diz.

 

 



publicado por RPF às 09:58

25 Março 2010

Como certamente todos sabemos o crescimento, que todos pretendemos e não o que temos, baseia-se na nossa capacidade de exportar. Mas exportar o quê? O que temos feito até agora, baseado nos produtos 'indiscriminados' e na mão de obra barata em que fazemos o que nos dizem para fazer? As propostas que temos em cima da mesa apontam para um crescimento suportado no consumo (que obriga a um aumento das importações) ou no investimento do Estado. Ora não me recordo do Estado exportar seja o que for o que parece nos aponta para um modelo de desenvolvimento pouco adequado.

 

NOTA : Para quem não se recorda o PIB é calculado da seguinte forma :

PIB = Consumo + Investimento + Gastos do Estado + Exportações - Importações

publicado por RPF às 10:48

24 Março 2010

Os dados do desemprego em 2009 mostram bem as desigualdades existentes no País, e pouco o que está a ser feito para as diminuir-.

As desigualdades económicas radicam,-se na escolaridade e formação profissional que nos faz querer competir com a mão de obra barata da China,. Índia ou África.

É aqui, na qualificação do mercado de trabalho, que se pode fazer a diferença e não na igualização , retirando a quem mais evolui para dar a quem não se esforçou.

Dos cerca de 530.000 desempregados em 2009, cerca de 73% têm o ensino básico ou nenhuma formação (dados recolhidos no PORDATA).

Este é o problema primordial e fundamental para resolver.

Impulsionar os que menos qualificações têm para a melhorar em vez do assistencialismo que acaba por contradizer a célebre MERITOCRACIA que tanto queremos.

publicado por RPF às 09:44

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