15 Março 2010

Ouvi uma proposta, de Pedro Santana Lopes, em que fazia repercutir os aumentos salariais em função dos acréscimos de produtividade do País.
Penso que essa proposta se cingia ao funcionalismo publico dado que são, neste País, as únicas negociações salariais com relevo já que no sector privado as condições de cada empresa são diversas.
Parece-me de toda a lógica que haja uma relação, que não tem acontecido no passado, entre a distribuição da riqueza e a que efectivamente é produzida e que todos sejam envolvidos no aumento dessa riqueza com custos unitários mais baixos.
Só me ficou uma duvida. E quando a produtividade diminui, de resto como aconteceu no ano de 2009 em que houve um retrocesso de cerca de 2,5%, como é que se actua? Congela-se os vencimentos ou diminui-se?

É uma proposta a analisar e a clarificar.

publicado por RPF às 11:54

15 Dezembro 2009

Qualquer destes países tem muito a ver connosco porque está na mesma posição de deficit elevado e divida externa perto do valor da riqueza produzida.

Para resolver o problema, apesar dos pontos de partida serem diferentes, qualquer deles adoptou medidas diferentes:

- A Irlanda um brutal corte nos gastos públicos (diminuição dos salários dos funcionários públicos, aumento das taxas para utilização de serviços públicos, etc...)

- A Grécia seguiu uma caminho diferente que pode levar a um aumento, no futuro, das despesas publicas.

A situação de Portugal é idêntica e ainda por cima estamos a pagar pelos casos Irlandês e Grego.

Que soluções iremos adoptar? Como vamos criar condições para melhorar no futuro?

Há dois caminhos, o que nos pede 'sacrifícios agora pelo 'esbanjamento' que fizemos até aqui e aquele que preconiza que 'quem vier a seguir resolva o problema porque temos direitos adquiridos'.

Vamos pelo caminho da Irlanda ou da Grécia?

publicado por RPF às 11:56

13 Novembro 2009

Esta afirmação de Carvalho da Silva, no artigo do SOL, é correctissima. Não é a baixa dos salários que será a solução para a economia.

A solução passa por empresas capitalizadas e pelo aumento de produtividade.

A produtividade não é uma questão de trabalhar mais mas de o fazer melhor e com mais valor acrescentado. É um problema de tecnologia e processos.

A responsabilidade não é só dos gestores, como ele parece indiciar, os trabalhadores também são responsáveis, quanto mais não seja pelo seu empenho no desenvolvimento da empresa e pelo seu auto desenvolvimento.

Este é um dos caminhos e é bom que todos assumam as suas responsabilidades em vez de as passar para os outros. A (ir)responsabilidade pelos inscucessos é um dos problemas do País.

 

 

publicado por RPF às 10:23

09 Janeiro 2009

A análise efectuada pelo Observatoire des Inégalités apresenta a sua análise da pobreza nos países ricos (estranhamente Portugal aparece nessa lista - será que não somos tão pobres quanto achamos que somos?).

Nesse ranking não ficamos muito mal principalmente quando se olha para a situação a 60% da mediana apesar de estarmos mal nos 40%.

Os paises nórdicos aparecem no topo da lista, será da flexisegurança?

É verdade que temos muito a melhorar, mas quem não tem?

 

PS : Chamo a atenção que a análise é efectuada sobre a mediana e não sobre a média.

 

publicado por RPF às 11:08

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