11 Junho 2008

A entrevista de ontem de Carvalho da Silva a Constança Cunha e Sá, na TVI, chegou a ser patética.

Na realidade é confrangedor ver uma pessoa inteligente e por quem temos alguma admiração intelectual ser arrastada para aquela situação por outrem.

Nem uma proposta, nem uma réstia de solução para os problemas e um único 'culpado' pelo que está a acontecer no mundo.

Uma série de frases feitas. sem uma única explicação para o que estava a dizer e o 'costume' as grandes empresas, os salários baixos, etc.. Nada mais.

Será que ainda não lhe disseram que o tecido empresarial português é maioritariamente feito por micro, pequenas e médias empresas (que não pagam IRC, cerca de 60%) e que o aumento dos salários é pago por essas empresas e não a Sociedade (leia-se GOVERNO) ,com excepção da Função Publica (ou é só isso que o preocupa?).

Que o aumento dos salários, por si só, leva ao aumento dos preços e à incapacidade dessas empresas, por ineficiência, competirem no mercado com outras empresas, essas sim eficientes?

É na verdade deprimente ver uma entrevista destas.

 

publicado por RPF às 10:17

11 Junho 2008

O dirigente da GCTP acabou de se demarcar, na entrevista a Constança Cunha e Sá, na TVI desta paralisação dos transportes de mercadorias e fez a mais dura critica aos pequenos transportadores, ao falar nas condições dos trabalhadores dessas empresas.

Infelizmente para ele, não consegue explicitar a sua posição final, com excepção da referência à lei e ao seu cumprimento, mas infelizmente isso não é com ele.

Está na difícil posição de não poder apoiar nem rejeitar.

Estou com pena só de ouvir porque está a fazer contorcionismos para explicar o inexplicável.

Ou apoia uma acção mais 'dura' da Sociedade (leia-se para alguns GOVERNO) ou não apoia.

A estrutura a que pertence (a CGTP ou o PC) lançou a semente e a situação está a ficar incontrolável.

Como é habitual vão acabar por exigir a outros que resolvam o problema que criaram.

 

publicado por RPF às 09:20

11 Junho 2008

Os agentes da paralisação dos transportes de mercadorias decidiram uma 'batalha'.

Para isso escolheram o 'terreno',  as 'armas' e o 'momento'.

Foi a rua (estradas), o bloqueio dessas mesmas estradas utilizando as 'ferramentas de trabalho' (armas) e o 'momento' ser agora.

Aceitar o confronto nesse 'terreno' seria disparate. Aí eles são fortes.

Mas quais são as suas  fraquezas?

Algumas delas : dissociar-se de quem os 'representava',; não conseguir congregar os trabalhadores e os seus representantes , pressionar levando ao confronto com outros ; falta de clareza do que efctivamente pretendem (mensagem errática) ; não ter quem fale em 'nome deles' (liderança fragmentada).

Desta forma a 'arma' fundamental é o tempo. Vão cometer erros porque são ineficientes na comunicação. Vão agudizar conflitos internos por inexistência de liderança forte e criarão dificldades às pessoas que para elas são injustificáveis.

Desta forma:

- Agir de forma determinada antes de tempo é ser autoritário, fora de tempo é laxismo

- agir sem tentar chegar a um acordo com os 'representantes institucionais' é arrogância, agir após um acordo é determinação.

Este é o dilema que vive quem tem de tomar decisões.

O tempo certo é aquele em que as pessoas lhe vão pedir que actue.

Os lideres partidários têm de se decidir e apoiar ou recusar uma intervenção, mas vão ter de tomar uma posição. O seu silêncio é 'ensurdecedor'. Se à 'esquerda' ainda se compreende (por falta de discernimento) à 'direita' é incompreensivel (é o grande hara-kiri politico).

Aí sim, tudo lhe será perdoado, mesmo o 'exagero' da acção.

Definir o momento certo é a sua responsabilidade. Boa sorte.

 

 


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