15 Junho 2008

Temos assistido a um frenesim de opiniões sobre a saída do Seleccionador de futebol, Luís Filipe Scolari.

A análise que tem sido efectuada, após esse anuncio, aborda o 'impacto sobre a equipa' e o 'timing'.

Um outro ponto de vista é o de perguntar 'será que Scolari nos deu uma lição sobre gestão de equipas?'.

Em minha opinião SIM, e porquê?.

Se analisarmos o que tem sido a sua acção ao longo destes 5 anos é claro que privilegiou a construção, formatação e desenvolvimento da equipa, que está acima dos interesses e objectivos individuais, e a responsabilização do líder pela acção e seus resultados.

Terá, desta vez, agido em contrário com o que sempre fez? Faltou-lhe a inteligência emocional para gerir o grupo? Ou tinha outros objectivos quando deixou publicar a noticia?

Vamos ver os resultados.

Ao anunciar a sua saída acabou por .......:

1. transmitir à equipa que 'esta é ultima possibilidade de alcançarmos juntos o sucesso. Temos partilhado um projecto comum, temos uma doutrina, desenvolvemo-nos como grupo apoiando-nos mutuamente nas adversidades que ultrapassámos e confiando na liderança, construímos uma equipa de vários sucessos e falhámos em alguns momentos chave,  voltámos a tentar mas esta é a ultima oportunidade de juntos atingirmos o sucesso definitivo . Não haverá nova oportunidade. Só nos resta 'vencer' para 'viver'.

2. à equipa e a todos nós 'se algo correr mal, porque num jogo há sempre duas vontades antagónicas para além das capacidades individuais e colectivas, a responsabilidade é minha e não dos jogadores ou da equipa. Fui eu que os "desestabilizei"  com este anuncio'.

Qual o resultado visível:

1. a equipa está encurralada e só lhe resta vencer para mostrar que estes anos valeram a pena e foi-lhe dado um motivo forte para isso (um general que conduz as suas tropas para lutar uma batalha decisiva deve cortar todos os meios de retirada, assim como se joga uma escada para trás depois que se galga uma altura. Sun Tzu in A Arte da Guerra).

2. a responsabilidade do insucesso é do líder (Scolari) e não da equipa, que fica salvaguardada individual e colectivamente. Pode sobreviver ao insucesso (o principio da unidade de comando é caracterizado pela atribuição da autoridade a uma só pessoa, ou seja, a pessoa do comandante. Sun Tzu in A Arte da Guerra).

3. para os futuros adversários, e pelo que noticiado na comunicação social, existe uma equipa em desagregação (qualquer operação militar tem na dissimulação a sua qualidade básica. Sun Tzu in A Arte da Guerra).

e mais ....

4. travou a euforia dos adeptos recordando que 'as coisas podem correr mal' em qualquer momento e que temos de contar com o inesperado.

5. baixou a 'pressão mediática' sobre alguns membros da equipa desviando as atenções para ele próprio.

Quando não temos informação sobre os objectivos definidos para serem alcançados pelas acções acontecidas só nos resta partir do resultado atingido, e das características da liderança,  para tentar inferir quais os objectivos prosseguidos por essas acções. Foi o que tentei fazer.

E se foi isto que o Sr. Scolari pretendeu?

Então foi mesmo uma lição.


15 Junho 2008

Esta noticia mostra que afinal ainda podemos ter esperança do futuro, assim valorizemos a educação, a investigação e a inovação aplicada.

 

 

publicado por RPF às 11:39

15 Junho 2008

Não é dia de escrever mas sim de recordar.

Todos os anos, no mês de Junho, temos um almoço familiar.

No mesmo local.

Somos os que restam da família constituída pela minha avó e avô materno (que não conheci).

Lá vimos de vários locais do país, de Norte a Sul, para nos encontrarmos, sentarmos, comermos, bebermos, falarmos e lembrar (alguns não sabem o quê de pessoas que nunca conheceram).

Importante é estarmos e voltarmos no próximo ano.

Até lá.....

publicado por RPF às 01:06

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