04 Outubro 2008

Como tenho tido tempo ando a ler, para além de outras coisas, o manual "Warfighting" do U.SS. MARINE CORPS.

É um texto que todos os militares e gestores deveriam ler, analisar, interpretar e aprender, com ele.

Deixo-vos aqui uma breve passagem sobre a definição de guerra/conflito para meditação:

"The essence of war is a violent struggle between two hostile independent, and irreconcilable wills, each trying to impose it-self on the other. War is fundamentally an interactive social process. Clausewitz called it a Zweikampf (literally a “two struggle”) and suggested the image of a pair of wrestlers locked in a hold, each exerting force and counterforce to try to throw
the other.4 War is thus a process of continuous mutual adaptation, of give and take, move and countermove. It is critical to keep in mind that the enemy is not an inanimate object to
be acted upon but an independent and animate force with its own objectives and plans.
While we try to impose our will on the enemy, he resists us and seeks to impose his own will on
us. Appreciating this dynamic interplay between opposing human wills is essential to understanding the fundamental nature of war. The object in war is to impose our will on our enemy. The means to this end is the organized application or threat of violence by military force. The target of that violence may be limited to hostile combatant forces, or it may extend to the enemy population at large. War may range from intense clashes between large military forces—sometimes backed by an official declaration of war to subtler, unconventional hostilities that barely reach the threshold of violence."
. (os sublinhados são meus)
Irei deixando algumas passagens para vos aguçar o 'apetite', mas com comentários em alguns aspectos.

publicado por RPF às 07:54

03 Outubro 2008

Existe no Mundo actual dois temas incontornáveis : a crise financeira e as eleições americanas.

A crise financeira porque acaba por ser global e nos afecta, ou afectará, a todos. As eleições americanas porque apesar da nova distribuição de poder mundial, económico e politico, o peso dos EUA ainda é significativo e as suas decisões acabarão por nos afectar a todos.

Deste modo não nos podemos esquecer desta realidade e necessitamos de formar uma opinião sobre o modo como o Mundo poderá evoluir com a vitória de um candidato ou do outro.

Não tenho nenhuma opinião formado mas tendo vindo a construi-la através das opiniões de quem considero analistas relevantes nos EUA.

Para que cada um de vós faça o mesmo proponho-vos a leitura destes artigos:

- este artigo de Paul Krugman sobre as opiniões dos dois candidatos no que diz respeito à solução para a crise financeira americana e mundial

- este artigo de Fareed Zakaria tendo como tema a candidata à Vice-Presidência e a sua experiência, ou falta dela, em temas de politica externa e as opiniões/visões que expressa sobre o Mundo.

Ao ler o que é dito e o que os analistas, criterioso, escrevem poderemos formar a nossa própria opinião, seja ela qual for, com critério e individualmente.

 

 

 

publicado por RPF às 05:47

02 Outubro 2008

Recebi esta 'artigo' por mail através de um amigo.

Como se pode constatar foi elaborado por alguém no Brasil que não refiro por não saber quem é o autor.

No entanto, publico-o por achar que, de uma forma simples, mostra o ciclo de consumo e 'ganância' (especulação) em que entrámos.

Os sublinhados no texto são da minha autoria.

"Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares, financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1milhão de dólares.
Aí, um banco perguntou para o Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares. Com os 800.000 dólares, Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou três casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares.
A diferença, 400.000 dólares, que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) para ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 63 polegadas, notebooks, cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito..
Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez. O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil! Parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós-fixadas) e Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.
Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa para vender como nunca. Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das três casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito. Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela.
Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as três casas mas ou não havia compradores, ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das três casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.
Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as três casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir...
Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseados nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls, esses títulos começaram a valer pó. Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos. Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel...
Preço que despencou.

Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores.
Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.

Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir."
Será isto que aconteceu?.

Talvez não tenha sido bem assim mas estará muito perto da realidade.

Se foi, como é referido no texto, então ainda não acabou.

Importante, mesmo, é analisar porque, para além de como, tudo aconteceu e as responsabilidades são partilhadas entre o sector financeiro, o lucro desenfreado e o individuo, que no limite toma a decisão.

 

 

publicado por RPF às 07:58

01 Outubro 2008

Li esta pergunta:

"Will the current financial crisis discredit free-market policies in your country? Is socialism an echo of the past or a preview of the future?"

colocada por Fareed Zakaria e Davis Ignatius no blog PostGlobal e que considero difícil de responder.

Já li e ouvi vários 'especialistas' referirem muitas respostas quase todas em antagonismo umas com as outras e sem nunca encontrarem uma que satisfaça todas as premissas, isto é concreta e objectiva.

Será que entre nós somos capazes de resolver este 'nó górdio'?.

 

 

publicado por RPF às 06:06

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