03 Fevereiro 2009

Nestes dois dias tenho ouvido com atenção as noticias, em especial das televisões.

A questão que mais me tem chamado a atenção é algumas comparações que são efectuadas entre os valores de troca (imóvel por dinheiro) e o valor patrimonial.

Quando oiço a noticia parece que são a mesma coisa.

Ora a realidade não é essa, e esse só mais um erro em que os jornalistas pecam.

O valor de troca é fixado por vários factores entre eles o nível de oferta e o nível de procura (vejam o que está a acontecer com anúncios de saldos na venda de casas e na baixa de preços), por outras palavras um imóvel, como qualquer outro bem (produto ou serviço) vale o que as outras pessoas estão dispostas a pagar por ele, e não aquilo que eu entendo ou pretendo.

O valor patrimonial não tem nada a ver com a situação anterior porque se trata de uma medida administrativa e fiscal que, serve para definir o valor de impostos a cobrar, e nada tem a ver com a oferta e a procura mas com factores definidos pela administração fiscal e as autarquias.
Podem ver aqui como se faz o cálculo do valor patrimonial e quais os factores nele envolvidos.

Assim sendo, como se pode comparar os dois valores, se num caso é o mercado que decide (compradores e vendedores) e no outro é aquilo que o Estado, num determinado momento, quiser?

publicado por RPF às 12:57

03 Fevereiro 2009

Uma noticia que foi pouco noticiada em Portugal, se existiu alguma informação, foi a que, no passado dia 12 de Janeiro, o Conselho para os Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou esmagadoramente uma investigação sobre as alegações de violação dos direitos humanos internacionais e do direito humanitário cometidos por Israel contra o povo palestiniano. como pode ser lido aqui.

No entanto, e muito bem, o Human Rights Watch levanta a questão, neste artigo, de que uma investigação deste tipo, e para ser credível, deve investigar as acções cometidas pelos dois lados do conflito, contra as populações civis.

Tem o meu inteiro apoio, esta pretensão. Independentemente da opinião que cada um de nós tem sobre o caso uma investigação deve ser isenta, total e identificar factos que violaram os direitos humanos e humanitários, identificando os seus autores. Numa situação de guerra 'não há maus de um lado e anjinhos do outro' pelo que devem ser investigados todos os factos, e todos têm o dever de colaborar de forma aberta e verdadeira nessa investigação.

( ... )

 

 

publicado por RPF às 10:16

03 Fevereiro 2009

Tenho ouvido muita gente, e alguns são empresários, referirem-se aos spreads dos empréstimos como se repercutissem a margem de lucro dos bancos.

Eu não sou economista mas, na minha qualidade de 'barbeiro', tenho uma opinião diferente.

O spread é na realidade o diferencial entre o valor pago pelos bancos ao pedirem emprestado e o valor exigido quando empresta.

É isto o lucro como nos dizem?.

Não. Então e os custos de funcionamento (amortizações, consumíveis, pessoal, etc.) estão aonde no negócio?

E, bem mais importante, o risco do empréstimo, onde está?.

Os empréstimos não são todos iguais, uns têm mais risco do que outros de acordo com a quem se empresta, e este risco é repercutido no empréstimo.

Para os mais esquecidos lembro que a Standard & Poor's baixou o rating de Portugal, pelo motivo de risco de incumprimento futuro e isto faz com que o preço do dinheiro seja mais elevado. Não há melhor prova de que o custo do dinheiro (spread) tem a ver com o risco e não com o custo inicial.

Como temos andado a defender que os problemas do sistema financeiro, actual, são investimentos mal pensados, e empréstimos (a juros baixos e a spread's também baixos) a quem não os podia pagar, e agora queremos o mesmo?.

( ... )

publicado por RPF às 07:56

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