11 Fevereiro 2009

É aquela que é sempre vista como a medida eficaz para resolver os problemas num determinado momento.

Mais ainda, como parece simples e óbvia, para o cidadão comum, é utilizada pelo populismo para cativar as simpatias imediatas das pessoas, pelo menos dos descontentes por qualquer razão conjuntural.

Temos vindo a assistir nos últimos dias a manifestações desse tipo, na Grã Bretanha (postos de trabalho ingleses para os ingleses) e agora esta noticia (via Liberdad Digital) sobre o plano de recuperação dos USA (buy american). Mesmo em Portugal já ouvi algumas pessoas referirem-se a que se deveriam comprar produtos portugueses.

Esta é uma boa solução?.

Posso estar muito enganado, mas não me parece. E porquê :

- a crise económica é um problema global, e não de um único País.

- as relações económicas entre os países, e as empresas, estão tão interligados que não é possível quebrar essas ligações sem custos elevados, em todos os locais

- estamos a assistir a um ajuste da procura, pelo que a oferta (em particular em alguns sectores) vai ter de se adaptar (competitividade)

- haverá necessidade de satisfazer novas necessidades (inovação)

Por estes motivos acredito que a solução não é a de levantar barreiras ao comércio mundial nem o de tentar suster sectores e unidades que necessitam de se readaptar, antes apoiar a criação de novos sectores e unidades e retirar barreiras ao comércio mundial.

Sugiro a leitura destes três artigos:

- Juan Ramón Rallo, El despeñadero proteccionista (in Liberdad Digital)

- Seth Godin, Solving a different problem (in Seth's Blog)

- Jeff Jarvis, Davos Diary: Replace, Don't Repair, Broken Institutions (in Harvard Business)


11 Fevereiro 2009

O que se nos colocará no futuro, para decidir, é se queremos uma 'maioria absoluta' de um só partido ou uma maioria absoluta de 2 ou mais partidos.

Creio que já todos chegámos à conclusão de que haverá sempre uma maioria absoluta, seja de uma forma ou de outra.

Foi sempre isto que existiu na democracia portuguesa excepto em dois momentos singulares que não correram bem e deram dois desfechos provocados diferentes (os governos minoritários de Cavaco Silva e o de António Guterres).

publicado por RPF às 10:22

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