29 Abril 2009

As eleições, que já estamos a viver na sua 1ª. fase, são um momento em que : vemos e ouvimos (recolher informação), reflectimos e avaliamos (experiência e inteligência) e decidimos (acção).

Estes são os passos fundamentais num processo de decisão e escolha das opções que se nos colocaram.

A questão primordial e fundamental, com a personalização das campanhas politicas, é a liderança, e o que queremos e pretendemos do(s) lider(res).

Sem uma matriz de avaliação da liderança, actual e potencial, é dificílimo tomar uma decisão racional.

Essa matriz só é possível de construir desde que se escolha quais os critérios, o que se quer e se espera, de análise à liderança. Sem uma matriz faremos escolhas baseadas, não na nossa opinião e critério, mas ao sabor das noticias, publicidade e opiniões dos outros.

Um destes dias, e utilizando uma das redes sociais em que participo, coloquei esta pergunta várias vezes e surpreendentemente as respostas foram escassas e pouco claras.

Será que isto significa um desinteresse pela forma como escolhemos ou é a forma subjectiva como fazemos avaliações, coisa que desgostamos profundamente.

Eu por mim já construi a minha matriz : alcançar resultados, comunicar, entender o mundo que nos rodeia, definir tarefas e responsabilidades, definir prioridades, estabelecer as regras de vida colectiva, mobilizador da vontade colectiva, integrar os objectivos colectivos nos objectivos e aspirações individuais, corajoso, exercer uma autoridade reconhecida, gerir o planeado e o inesperado, preocupar-se com os outros, ser competente, honesto e coerente, agir de acordo com o que diz e finalmente capacidade de estabelecer, objectivos, metas e valores.

 

publicado por RPF às 09:20

28 Abril 2009

O debate sobre a crise, em Portugal e no mundo, tem sido centrado na macroeconomia.

Todas as propostas que têm sido apresentadas fazem apelo à macroeconomia e aos seus indicadores.

Ao ouvir estes debates e criticas fico com a sensação, quase a certeza, de a solução dos problemas passa pela planificação e centralização da economia (macroeconomia) e não pelas empresas (micro economia).

Desta forma parece que não precisamos de fazer nada porque o governo, seja ele qual for, tratará do assunto.

Esta não é a posição que nos faça ter determinação, empenho e trabalho para ultrapassar esta crise.

É óbvio que existem problemas de macroeconomia mas é a micro economia que tem de nos fazer sair da crise, são as empresas e as pessoas que têm de ter esse trabalho.

E os maiores problemas estão na micro economia, e não é só o injectar dinheiro, mas essencialmente melhorar as qualificações dos trabalhadores e dos gestores, uma nova organização empresarial e produzir mais valor.

Há sectores que não vão ter o mesmo numero de trabalhadores e o mesmo nível de produção do passado mesmo com a recuperação económica pelo que há que criar novos empregos em novos sectores que se irão desenvolver.

Em conclusão a recuperação terá de sair da micro economia e é aqui que se devem fazer as grandes apostas e o debate sobre a macroeconomia não está a ajudar a centrarmo-nos no fulcro do problema.

 

publicado por RPF às 16:17

28 Abril 2009

Tratava-se, para mim, de um desconhecido até ter tido a oportunidade de ler a sua biografia (via OrdemLivre.org).

Não li nenhum dos seus artigos ou livros, pelo que não opino sobre nenhuma das opiniões expressas nessas biografias, e aceito os factos lá apresentados.

O que me chamou a atenção é a sua opinião de que as leis e regulamentação dos mercados têm um impacto nulo, ou mesmo negativo, na protecção da exploração dos consumidores pelas empresas.

Espero, que como eu, e após a leitura da sua biografia, tenham a curiosidade de ler alguns dos seus artigos.

 

publicado por RPF às 10:16
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27 Abril 2009

Vale a pena ler este artigo de Rui Albuquerque, no Insurgente ou na OrdemLivre.org, sobre o tema do institucionalismo liberal.

É uma explicação, de várias outras possíveis, para a situação de Portugal e em particular pelo motivo porque não foi capaz de se desenvolver, após o 25 de Abril de 1974, em comparação com Espanha.

A sua referência à incapacidade de autonomia dos municípios também radica no facto de se terem colocado sob a protecção do Rei, definindo contratualmente (Foral) o que lhe pagavam, e em contrapartida não estavam sobre o arbítrio dos grandes senhores 'feudais'. Desta forma foram mais o veiculo do centralismo que o motor da autonomia municipal e social.

 

publicado por RPF às 16:17

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