14 Janeiro 2010

Tenho ouvido sistematicamente criticas às Novas Oportunidades.

E em que aspecto essas criticas se centram : em que a aprendizagem só acontece nos bancos da escola, a ouvir os professores e a 'queimar as pestanas'.

Será isso assim? A aprendizagem ao longo da vida não nos diz nada?

Parece que para nós portugueses só o método escolástico tradicional é que é relevante, o resto não existe ou é 'batota'.

Mas qual de nós quando olha para os nossos pais é capaz de dizer que são os mesmos que eram quando saíram da escola? Nada aprenderam ao longo do seu percurso profissional?.

Olhem para quem trabalhou 10 ou 15 anos no sector hoteleiro : já sabe faltar inglês, e mesmo 'arranhar' algumas outra língua, sabe utilizar a matemática, mesmo rudimentar, no dia a dia e usa-a para entender os factos e situações, fala e domina o português melhor do que quando era adolescente porque o contacto com outros o levou a tal, entende o que o rodeia e as transformações acontecidas, etc...

Em que aspecto é inferior, ao nível do saber e do saber fazer, do que alguém que está no 9º ano?

Eu não consigo vislumbrar em qual e ainda não entendi quem em tal acredita.

 

publicado por RPF às 10:37

13 Janeiro 2010

O PEC (Pagamento Especial por Conta) foi introduzido para prevenir o facto de que a maioria das empresas não pagava IRC. por não apresentar lucros-

Hoje a situação é idêntica. Mais de 50% das empresas, em Portugal, não apresenta lucro e como tal não lhe é cobrado IRC.

E há, ainda. alguém que acredite que tal situação corresponde à realidade?-

Penso que não.

Agora volta a falar-se na extinção do PEC por não ser justo para as empresas que, não tendo lucro, não deveriam pagar impostos, e trata-se este assunto como se tivesse sido uma 'invenção e particularidade' portuguesa.

Ora não é bem assim.

Em Espanha, que gostamos de dar muitas vezes como exemplo em especial dos preços dos combustíveis, a situação é que todas as empresas pagam impostos : ou pelos lucros ou um valor fixo que é definido pelo volume de negócios (é quase um impostos de funcionamento) só que não se chama PEC.

Na próxima semana voltarei a este assunto com mais detalhe porque irei esclarecer a forma como esse imposto é cobrado e qual o mecanismo de controlo. Irei tirar as duvidas com um conhecido que está a abrir uma empresa em Espanha.

Também os custos com o trabalho (segurança social paga pelo empregador e empregado) virão ao de cima.


12 Janeiro 2010

Foi criada uma Comissão Parlamentar para identificar as causas e propor soluções para combater a corrupção.

Em minha opinião os principais factores que levam à corrupção são:

 

- a excessiva intervenção do Estado na economia e dependência das empresas dos contratos estatais

~ a elevada burocracia da administração publica, morosidade e iirresponsabilização na tomada de decisão.

~a falta de transparência dos processos de tomada de decisão pela administração publica (central e local)

- o funcionamento da investigação e da justiça na resolução de conflitos entre a administração publica e as entidades colectivas

 

Aqui está um caminho ara resolver alguns pontos importantes, e maioritários, da corrupção.

publicado por RPF às 10:38

11 Janeiro 2010

Nos últimos tempos temos ouvido, sistematicamente, a preocupação com a necessidade de apoiar as micro e pequenas empresas.

Não posso estar mais de acordo com a necessidade de o fazer mas não concordo com a forma, quase única, preconizada  : facilidade de acesso ao crédito.

Na realidade é importante ter acesso fácil e rápido ao crédito ,por parte da micro e pequenas empresas, e a taxas de juro baixas, mas para fazerem o quê?.

Será que os problemas dessas empresas se resolvem, por sii, só com dinheiro? A disponibilização do crédito resolve as lacunas competitivas das micro e pequenas empresas?.

Os apoios financeiros só serão úteis se permitirem que as empresas ultrapassem as sua carências estruturais e se tornem mais competitivas.

A experiência, e conhecimento, que tenho de micro e pequenas empresas permite-me identificar os seguintes pontos fracos:

 

1.Elaborar e manter planos estratégicos (clareza na proposta de valor) e operacionais, a todos os niiveis, e ter uma visão global.

2.Reter e atrair trabalhadores qualificados, e adquirir novos conhecimentos e competências

3.Aplicar novas tecnologias e implementar processos criativos para desenvolver e inovar  produtos

4.Estabelecer um sistema de gestão da relação com os clientes e parcerias , com clientes e fornecedores, para  projectos conjuntos de adequação dos produtos, responder a nichos de mercado emergentes,

5.Criar e promover marcas próprias e estabelecer e acompanhar os canais de distribuição adequados.

6.Acompanhar, de forma sistemática, a evolução dos mercados e das tecnologias, adoptar as melhores práticas , organizar e tratar a informação criando conhecimento.

 

Se os apoios forem para corrigir estas fraquezas e tornar as empresas mais competitivas e internacionalizas, e estamos tão perto da raia, então teremos uma alteração profunda de todo o tecido empresarial (como se deseja), de outro modo levará a dispêndio de recursos sem nenhuma utilidade futura e daqui a algum tempo estaremos com os mesmos problemas e provavelmente ocm menos capacidade de os resolver.

 

 

 

 


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