27 Novembro 2008

... continuado daqui.

 

Após a explicação sobre a necessidade de maior envolvimento dos pais e da sociedade na escola, Barack Obama refere que as medidas de reforma a serem tomadas têm obstáculos:

 

"Unfortunately, instead of innovation and bold reform of our schools—the reforms that would allow the kids at Thornton to compete for the jobs at Google—what we’ve seen from vernment for close to two decades has been tinkering around the edges and a tolerance for mediocrity. Partly this is a result of ideological battles that are as outdated as they are predictable. Many conservatives argue that money doesn’t matter in raising educational achievement; that the problems in public schools are caused by hapless bureaucracies and intransigent teachers’ unions; and that the only solution is to break up the government’s education monopoly by handing out vouchers. Meanwhile, those on the left often find themselves defending an indefensible status quo, insisting that more spending alone will improve educational outcomes.
Both assumptions are wrong. Money does matter in education—otherwise why would parents pay so much to live in well-funded suburban school districts?—and many urban and rural  schools still suffer from overcrowded classrooms, outdated books, inadequate equipment, and teachers who are forced to pay out of pocket for basic supplies.But there’s no denying that the way many public schools are managed poses at least as big a problem as how well they’re funded.",
Barack Obama in "The Audacity of Hope".

 

"Infelizmente, em vez de inovação e ousadas reformas nas nossas escolas, as reformas que permitiriam aos miúdos de Thornton concorrerem para os empregos no Google, o que temos visto desde sempre e por perto de duas décadas tem sido retoques e uma tolerância para a mediocridade. Em parte isto é resultado de lutas ideológicas que são tão desactualizadas como previsíveis. Muitos conservadores alegam que o dinheiro não é importante na elevação dos resultados escolares; que os problemas nas escolas públicas são causados pelas burocracias e intransigência dos sindicatos de professores, e que a única solução é acabar com o monopólio da educação do governo entrega de vales para o ensino privado. Enquanto isso, à esquerda encontramos a defesa de um status quo insustentável, insistindo para que se se gastar mais, por si só, melhorará os resultados.

Ambas as suposições estão erradas. O dinheiro importa na educação, de outra forma por que os pais pagariam tanto para viver, em bairros suburbanos com financiamentos elevados das suas escolas? Muitas escolas urbanas e rurais ainda sofrem com salas superlotadas, livros desactualizados, equipamentos inadequados, e os professores que se vêem obrigados a pagar do seu bolso para necessidades básicas. Mas não há nenhuma dúvida de que a forma como muitas escolas públicas são geridas coloca um problema, pelo menos, tão grande como o quão bem elas são financiadas." (tradução livre efectuada por mim).

 

A minha discordância com Barack Obama, neste aspecto, é que creio que as duas assuncões estão certas e não errdas.

O problema primordial tem a ver com com o modelo de gestão das escolas apesar da burocracia, do ministério, e a intransigência 'arcaica' dos sindicatos de professores sejam os maiores responsáveis pelo estado actual do ensino.

A injecção de 'dinheiro' no sistema, por mais importante que seja para o seu sucesso, se não for acompanhado de medidas de maior clareza de gestão e maior participação da sociedade não terão os resultados esperados.

As escolas não podem continuar a serum palco do combate politico.

 

publicado por RPF às 09:56

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