03 Fevereiro 2010

Os problemas de sustentabilidade da segurança social é um problema actualmente, e no futuro.

O debate sobre o modelo social europeu não é efectuado nem em Espanha nem Portugal.

O actual modelo é piramidal, quem está reformado cobra aos que trabalham.

Temos receio de que rentabilizar os descontos possa ser arriscado porque as empresas privadas poderão fazer 'malabarismos' com esses valores e poderemos perdê-lo, mas isso não é o que os políticos fazem?

Vejam este video do debate entre Juam Rallo, Director do Observatório de Conjuntura Económico do Instituo Juam de Mariana e Javier López, Secretário Geral das Comissões Operárias de Madrid:

 

publicado por RPF às 10:58

29 Janeiro 2010

Há uns tempos li que as pessoas, e as sociedades, procuravam incessantemente Segurança, Prosperidade e Bem-Estar, por esta ordem.
No universo das empresas a situação é a mesma só poderá haver bem estar se existir prosperidade, que advém da existência de segurança.
A segurança para uma empresa é dispor de uma vantagem competitiva dificilmente imitável e que possa dar uma vantagem 'duradoura' que assegure o lucro e a prosperidade futura.
Ora, uma região já tem essas vantagens que pode proporcionar e potenciar desde que promova a fixação de empresas, e sectores, as que 'explorem'-
Olhemos, de uma forma breve, para a 'região' fictícia formada pelos concelhos de Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António.
Quais são as vantagens dificilmente imitáveis de que essa 'região' dispõem?
Vamos, então, identificar os aspectos que qualquer outra região terá dificuldade em copiar.
Algumas exemplos simples:

 

Geográficas : navegabilidade do Guadiana até Alcoutim, Baía de Monte Gordo (uma das melhores praias do País), Sapal de Castro Marim, Mata de Santo António e a proximidade com Espanha.
Históricas e Culturais : a 1ª sede da Ordem de Cristo que teve enorme relevância nos Descobrimentos Portugueses (Castro Marim) a única vila/cidade projectada de raiz pelo Marquês de Pombal e à semelhança da reconstrução de Lisboa (Vila Real de Santo António) uma das antigamente maiores cidades árabes no Al.Gharb Al.Andalus (Cacela Velha), tradições artesanais e gastronómicas (Alcoutim e freguesias de Castro Marim)
Infra-estruturais : Complexo Desportivo (Vila Real de Santo António), Barragens de Odeleite e Beliche (Castro Marim)
etc, etc, etc ....


Se a 'região' definir um plano de desenvolvimento e utilização, baseado nestas vantagens, possibilitará o aparecimento de empresas, que utilizando esses aspectos criem o seu próprio 'modelo de negócio'  suportando-o nos nas vantagens competitivas 'incopiáveis' existentes na 'região'
A indefinição e ausência de plano de desenvolvimento integrado não cria as condições que agilizem o surgimento de empresas 'ligadas' à sua terra e região
Hoje muito do sucesso das empresas também se 'joga' na (in)existência de planos regionais que sejam fomentadores do seu aparecimento e desenvolvimento e isso não transmite segurança, que proporcione prosperidade e bem-estar.


28 Janeiro 2010

Estive a dar uma vista de olhos 'por atravessado' no oe 2010, com os meus 'olhos de leigo' e da forma como qualquer português certamente o fará.
Como é compreensível ainda não tenho uma opinião formado sobre a sua globalidade, se é que alguma vez vou ter, mas irei pouco a pouco analisar com mais detalhe algumas das rubricas.
Em termos gerais é para mim uma desilusão. E Porquê?.
Certamente as minhas expectativas eram muito elevadas e estava à espera de um OE que projectasse o futuro e as responsabilidades que forem assumidas que impacto teriam no futuro.
Esperava ver a consolidação da despesa e uma diminuição 'visível' do deficit ao mesmo tempo que se desagravava, ou no mínimo se mantinha, a divida publica.
Ora como tal não acontece, fiquei desapontado.
Quero, no entanto, deixar aqui alguns números, comparando-os com 2008 (os dados de 2009 ainda são estimativas) :

                                           2008            2010        Variação

Receita total                       71.978         67.260         - 4.718
receita fiscal e contributiva   60.686        54.585         - 6.101
Despesa Total                      76.434        81.215        + 4.781
despesa corrente primária     67.102       70.274         + 3.172
despesa primária                  71.600       75.880         + 4.280
Investimento                         3.622         4.481            + 850
Divida Publica                     110.372     142.916       + 32.544
PIB Nominal                       166.436     167.367            + 931
(em milhões de Euro)

Temos pois um cenário de diminuição de receitas e aumento da despesa o que só pode levar a endividamento.
Que cada um, sobre estes valores macro, faça a sua análise sobre o caminho que estamos a seguir, que em minha opinião é : mais divida, mais divida, mais divida, ... mas ao menos 'vivemos à rica'.
Em posts posteriores voltarei ao tema do OE 2010 comentando, 'na minha qualidade de barbeiro', alguns dos aspectos que creio mais significativos.
NOTA : Coloquei o PIB por forma a que cada um possa fazer as suas contas sobre o peso de cada uma das rubricas na riqueza criada no País.
 


25 Janeiro 2010

Esta é uma pergunta simples mas que tem uma respostas complexa.

Devermos apoiar as industrias/sectores tradicionais (aquelas que existem há tantos anos) ou novos sectores emergentes?

No debate, em Portugal, existem defensores de cada uma delas e até uma 3ª via que fala em congregar os dois aspectos.

Eu não tenho qualidades de adivinho sobre o futuro pelo que dificilmente encontrarei uma resposta simples para essa questão.

No entanto tenho uma opinião sobre o sector 'ideal' em que qualquer empresa gostava de trabalhar (seja ele local, regional, nacional ou internacional)-

É aquele em que:

 

- existe um baixo numero de concorrentes, num mercado em crescimento, com grande diversidade de produtos, estratégias e objectivos diversos
- os custos fixos são baixos e com grande dificuldades dos clientes mudarem de fornecedor, devido a terem custos elevados, e grande facilidade de abandono/fecho do negócio
- as tecnologias utilizadas são avançadas no sector e a industrias potencialmente substitutas estão menos evoluídas tecnologicamente e nos processos
- há um numero grande de fornecedores disponível e para os quais o comprador é importante, os produtos são de baixa importância para o comprador ao mesmo tempo que existem vários produtos alternativos e com baixos custos de mudança
- Os clientes compram os produtos, com grande diferenciação, em pequenas quantidades, sem sensibilidade ao preço e com fraca informação sobre alternativas de mercado
- as barreiras à entrada de novos concorrentes são grandes, seja por dificuldades de capital, de tecnologia, de experiência, custos para os clientes na mudança ou de acesso a canais de distribuição

 

Se a este sector/sub sector ideal acrescentarmos a existência de uma vantagem competitiva dificilmente inigualável; seja por factores climatéricos especiais, factores biloógicos especificos, tecnologias, conhecimentos e inovação dificilmente copiáveis, etc...) teremos o cenário ideal para a criação de valor, e consequentemente, aumento de margens, para uma qualquer empresa.

Em todos os sectores/sub sectores/regiões existirão, certamente, caracteristicas especificas que podem ser utilizadas como vantagens competitivas de longo prazo que levarão ao aumento da riqueza.

Concluindo, quais são esses sectores?

A resposta vale um milhão de euros, ou um grande negócio.

 

 

publicado por RPF às 10:39

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